Os futuros do óleo de soja dispararam nesta quinta-feira (15) com a notícia de que o governo de Donald Trump deverá finalizar as metas para os biocombustíveis nos Estados Unidos, com a possibilidade de manutenção dos números ou, deixando-as ao menos alinhadas com as atuais, o que animou o setor. Os futuros do cereal subiam forte por volta de 14h20 (horário de Brasília), com ganhos de mais de 3% nos principais vencimentos, levando o março a 52,87 e o maio a 53,37 cents de dólar por libra-peso.
"O governo Trump deve abandonar o plano de penalizar importações de combustíveis renováveis e de matérias-primas para combustíveis renováveis. Na verdade, não há nada de altista, apenas alguma clareza quanto ao prazo das mudanças. O ponto aaltista é que agora existe uma data para a oficialização das mudanças e o baixista é que Trump segue pró-petróleo, não penalizando as matérias-primas importadas", explicam os analistas da Agrinvest Commodities.
A conclusão das metas do governo norte-americano deverá dar-se até março.
E nesta esteira, subiam forte também os preços da soja em grão na Bolsa de Chicago, em um movimento importante de recuperação do que perdeu no começo da semana. Os ganhos passam de 1% nas posições mais negociadas - ou de 9,50 a 12,25 pontos - levando o março a US$ 10,54 e o maio a US$ 10,66 por bushel.
Depois das baixas intensas do início da semana, os traders terminam de absorver as informações, os últimos dados, e ainda sente a pressão de uma oferta 2025/26 bastante robusta. Enquanto isso, as atenções seguem divididas entre os fundamentos e o macrocenário. As tensões geopolíticas seguem se escalando e deixando as incertezas ainda mais latentes, impactando as commodities de forma generalizada.